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Os Festivais

2016

Festival Internacional de Máscaras do Cariri, em sua primeira edição, ofereceu valiosa contribuição para a região e para seu desenvolvimento artístico e cultural. A máscara influenciou diretamente a criação de diversas atuações teatrais, musicais e de dança, tanto tradicionais quanto contemporâneas. Realizar o Festival de Máscaras na região do Cariri é estimular o crescimento de um território que vem se desenvolvendo vertiginosamente fora do eixo de maior concentração de recursos, gerando impacto positivo na rede hoteleira e na rede de restaurantes locais, além de impulsionar pequenos produtores da cadeia artística (artes visuais, comunicação, artesanato e design). O aumento do fluxo de turistas colabora para o crescimento das vendas, valoriza a cultura regional e gera mais emprego e renda para a população. Essas ações estabelecem redes de trocas conectadas com outras localidades do país e do mundo, favorecendo a circulação de grupos nacionais e internacionais.

O que haveria em comum entre o teatro Nô, as máscaras do Topeng Balinês, nossas catirinas, velhos, Bastião e as máscaras africanas? Dos templos de Bali às terreiradas cearenses, como o teatro pode transpor esses elementos para a cena contemporânea? O Festival Internacional de Máscaras do Cariri propõe esse encontro, fertilizando a cena ao reunir grupos brasileiros e estrangeiros que desenvolvem importantes pesquisas, em um espaço de intercâmbio e de criação, reverenciando as máscaras como ponto comum entre esses artistas.

O “I Festival Internacional de Máscaras do Cariri” tornou-se um marco na região, fruto da geminação entre o Festival de Quebec, no Canadá, e o Cariri cearense. O FIMC se propôs a ser uma sinfonia de história, cor, movimento, sons e sabores, celebrando a beleza e a diversidade das máscaras. O festival reuniu diversas ações ao longo de cinco dias de intensas vivências, desde residências formativas e intercâmbios até apresentações de espetáculos, cortejos, shows, exibição de vídeos e exposições.


2018

De 4 a 8 de dezembro, o Cariri recebeu mascareiros do Brasil, Portugal, Canadá e África para a 2ª edição do Festival Internacional de Máscaras do Cariri (FIMC). Com mais de 50 atividades entre espetáculos, oficinas, colóquios, exposições e desfiles, o evento promoveu intercâmbio cultural e valorizou a máscara como elemento central das tradições e criações artísticas.

Co-realizado pela Secult Ceará, Vila da Música, Solibel e Instituto Dragão do Mar, o festival contou com apoio das prefeituras da região, da URCA e de parceiros culturais, fortalecendo a cultura local, o turismo e a economia. O FIMC é único no Brasil em sua linguagem e mantém parceria com o Festival Internacional de Máscaras de Quebec – Masq’alors, no Canadá.


2022

Com o tema “Conexões Afetivas”, a terceira edição do Festival Internacional de Máscaras do Cariri (FIMC) foi realizada entre os dias 24 e 29 de maio, nas cidades de Crato e Juazeiro do Norte. O evento, uma realização da ONG Beatos e da Ato Marketing Cultural, aprovado pela Lei Rouanet, contou com uma rede de parcerias que incluiu Aço Cearense, SESC Ceará e Pernambuco, Centro Cultural Banco do Nordeste, as Secretarias de Cultura de Crato e Juazeiro do Norte, o Theatro José de Alencar e a Escola Vila da Música.

O projeto foi idealizado pela gestora de cultura Dane de Jade. O FIMC contou com parcerias do Festival de Máscaras de Quebec (Mask'Alors), no Canadá, e do FIMBÓ – Festival Internacional de Máscaras de Bolonha, na Itália. A edição de 2022 apresentou uma programação com espetáculos de diversas regiões do Brasil e do mundo, além de oficinas, colóquios, feiras, lançamentos de livros e exposições em vários espaços das cidades, com atividades totalmente gratuitas para a comunidade.

O objetivo do evento foi promover a troca de conhecimentos entre os mascaramentos do Cariri e os de outros estados brasileiros – como Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco, Bahia e Santa Catarina – e de países como Argentina, África e Portugal.


2024

Entre 12 e 17 de novembro de 2024, o Cariri cearense recebeu a quarta edição do Festival Internacional de Máscaras do Cariri (FIMC), que teve como tema “Conexões Transmutáveis”. O festival propôs uma imersão nas múltiplas formas e significados da máscara, aproximando tradições ancestrais e criações contemporâneas em encontros entre artistas, pesquisadores e o público.

A programação contou com seis dias de apresentações, performances, cortejos, debates e vivências, distribuídos pelo Centro Cultural do Cariri Sérvulo Esmeraldo, Casa FIMC, Teatro Sesc Crato, ONG Beatos e diversos espaços urbanos da cidade. As atividades convidaram o público a explorar diálogos culturais e a experimentar o mascaramento como linguagem artística, simbólica e afetiva.

Reconhecido como o maior intercâmbio sobre mascaramento do Brasil, o FIMC foi uma realização da ONG Beatos, com apoio do Instituto Mirante e do Centro Cultural do Cariri. O evento reafirmou o compromisso com o fortalecimento da cultura caririense e com o desenvolvimento social por meio das artes, celebrando práticas que conectam ancestralidade, criação e diversidade estética.

 

2025

Reconhecido como o principal evento de mascaramento do Brasil, o V Festival Internacional de Máscaras do Cariri (FIMC) reúne artistas, mestres das culturas populares e grupos de várias nacionalidades. Com o tema “Conexões Confluentes”, esta edição propõe um encontro entre corpos, territórios e tempos, inspirado na filosofia de Nêgo Bispo, celebrando a diversidade cultural como fonte de criação e partilha.

Ao longo de seis dias, o festival ocupa diferentes espaços do Crato, transformando a cidade em um território de convivência artística. A programação inclui mais de 30 apresentações nacionais e internacionais, cortejo cultural, seminário, oficinas, exposições e ações formativas. Entre os destaques estão o Encontro da Menor Máscara do Mundo, a exposição “Máscaras Encantadas da Chapada”, do mestre Aécio de Zaira, além da presença de grupos do Brasil, Portugal, Itália, México, Argentina, Peru, Espanha e Cabo Verde.

Uma das novidades é o Giro FIMC, que leva atividades para diferentes territórios da cidade, fortalecendo o diálogo entre arte e comunidade. A edição também valoriza os saberes de mestres e mestras da cultura popular, reafirmando o papel do festival como espaço de memória, criação e confluência.

Realizado pela ONG Beatos, o V FIMC conta com apoio do Governo do Ceará (Secult CE), do Governo Federal (Ministério da Cultura/PNAB), e de parceiros como o Centro Cultural do Cariri, Centro de Artes da Universidade Regional do Cariri (Urca), Geopark Araripe, Prefeitura do Crato, Sesc Ceará e diversos pontos de cultura da região.